Conseguimos!!!!!

38 semanas depois, estou de malas prontas para ir para a maternidade.
Aquela sensação de dever cumprido, aquele medo do depois, aquela ansiedade gostosa, aquele sentimento ( culpa de mãe) de estar "abandonando"as meninas, enfim, tudo junto e misturado.
Foi uma gestação tranquila no sentido de saúde, mas foi cansativa demais, terrível em alguns momentos, um cansaço enorme, e muitas vezes, um arrependimento sofrido.
Foram 38 semanas de alegrias, trsiteza, choro, sensação estranha, mas enfim, chegamos, com saúde, firmes e fortes, senti literalmente que a familia toda gestou o Isaac, pois todos me apoiaram, me incentivaram, aguentaram minhas crises de choro, minhas rabugentices, as brincas muitas vezes dadas pelo cansaço e não pelo merecimento delas, perdi as contas de quantas vezes pedi perdão para o Leandro, a Isa e a Valentina, pelas várias estouradas sem motivo.
Foi uma gestação onde eu tive que aprender algumas lições na marra, onde eu precisei aceitar que nem tudo, ou quase nada, esta nas minha mãos.
Agora, depois que eu passei pela aceitação da gravidez, pela aceitação de ser um menino, pelas cansativas semanas, pelo peso da barriga, pelos exames, pelo enjoo, meu coração esta cheio de gratidão e transbordando amor por esse menino, que tenho certeza, esta chegando com um próposito nessa casa de doidos rs.
Eu nunca poderia deixar de agradecer ao marido, que sempre esteve do meu lado, que sempre me apoiou, que aguentou as crises, que me levantou, que me deu brinca, que faltou ao trabalho pra cuidar de mim, que mais uma vez, demonstrou ( do seu jeito prático rs) que esta do meu lado, que me ama e que eu nunca estarei sozinha.
Preciso agradecer a Isadora, que, em apenas 3 anos, passou de filha única a irmã mais velha de dois, que muitas vezes levou bronca sem merecer, que ouviu muitas vezes que eu não podia brincar com ela, que teve que ficar na casa da vovó para que eu pudesse ir ao médico ou descansar.
Filha, hoje talvez você não entenda todas essas mudanças, mas eu tenho certeza, que você vai amar ter seus irmãos, que vai se divertir com eles e eu sei que quando eu faltar, vocês terão um ao outro para se ajudar.
Valentina querida, nega da mamãe, pra você eu sei que não foi nada fácil também, quantas vezes precisei te negar colo, quantas vezes precisei deixar você aos cuidados do papai para deitar um pouco, quantas vezes perdi a paciencia com você por puro cansaço, e eu sinto uma culpa enorme por esses dias.
Perdoa a mamãe por ter que dividir seu colinho com um bebe, sendo você ainda um!
Tenho que agradecer também a familia, minha mãe, meus irmãos, minha sogra, que tantas vezes nos socorreram, sejam ficando com as meninas, dando uma palavra de encorajamento, ligando, se preocupando, amo vocês e com certeza teria sido muito mais cansativo sem a ajuda de vocês!
Aos amigos que também entenderam minhas crises, minhas chatices e continuaram me amando, tamo junto galera, vocês são demais!
E preciso ainda agradecer as amigas do face, que durante essas 38 semanas, leram meus desabafos, me deram força, me encorajaram, me mostraram que ser mãe de menino também é muito bom, que mesmo de longe, e mesmo as que eu nem conheço pessoalmente, me ajudaram de alguma forma, contar com vocês foi muito bom!
E vamos lá, assim que o Isaac nascer e eu puder, passo por aqui pra mostrar ele pra vocês!!!!

Das coisas que trago no peito

Eu acho que sempre fui bipolar, inconstante, estranha, nada convencional, enfim, nunca consegui me enquadrar em nenhum grupo especifico em nada nessa vida.
Me encontrei num relacionamento convencional, amei ter namorado, noivado e casado, depois me encontrei na maternidade, por duas vezes, mas sempre me pegava sendo assim, sei lá, entende?!
Nesta terceira gestação, confesso, fiquei pior, para desespero do marido, poderia até ter trocado de nome, de Fernanda para Inconstante!
Nessas últimas 30 semanas, víví uma montanha russa de sentimentos, dias incontáveis de insônia, de coração apertado, de coração explodindo de felicidade, de choros incontroláveis no banho, de sorrisos bobos e espontâneos, enfim, fui umas 30 mulheres em uma, e confesso estou exausta!!!!!
Esse final de gestação tem sido muito dificil, tanto pelo lado fisico quanto pelo lado emocional, tenho vivido dias muito intensos, e isso tem sobrecarregado meu pobre coração.
O calor fez minha pressão despencar, o "Terrible Thwo"fez minha paciência despencar, os cuidados diários com a casa e as meninas sugaram todas as minhas energias, a incerteza do futuro tirou meu sono, o medo de ter outro bebe agora me fez sentir uma culpa imensa, e agora, ahhh agora a cereja do bolo, estou sem meu obstetra de confiança!!!!
Comecei a passar muito mal, muitas contrações, dor, e na consulta meu médico receitou um combo: Inibina, Ultragestam, buscoduo, Cefalexina e Celestone e repouso!
Simples?
Não para uma mãe de duas, dona de casa e já cansada grávida!
Uma semana assim, tomando tudo isso, se sentindo uma maconheira(nunca fui, mas pelo que vejo, os efeitos foram parecidos rs), tentando fazer repouso, tentando manter e calma e....
Quando chego para a consulta de avaliação, fico sabendo que meu médico infartou, esta internado muito mal e vão me encaminhar para outra médica da equipe dele.
POHAM EU NÃO QUERO MAIS BRINCAR!!!!!!!!!!!
Eu já estou cansada demais para ter que me preocupar com isso, para buscar outro médico agora, estabelecer um vinculo de confiança e ter meu filho com alguém que nunca vi na vida, eu não quero mais chorar porque as coisas estão dando errado, sabe aquela música muito cantanda nos anos 90 "Eu só quero é ser feliz, andar tranquilamente na favela onde eu nasci", pois é, é o que eu mais queria.
E dai que hoje, aqui dentro, bem lá no fundo, eu queria mesmo era estar tranquila, em paz, serena, segura, inteira, mas não, estou despencando, exausta, pela metade, triste, me arrastando dia após dia, vivendo um dia de cada vez, tentando a cada dia acreditar que sim, existe um pote de ouro no final do arco iris!
Me abracem?



O que muda na terceira gestação?

Antes de mais nada, preciso agradecer a cada comentário recebido no meu último post, li cada um emocionada em saber que nós mulheres e mães nos entendemos até mesmo quando discordamos!
Estou bem, bem mesmo, já aceitei o fato de que minha vida lilás vai receber muitos super- heróis espalhados pela casa e que terei um principe só meu, todinho meu hehe!
Estamos curtindo muito a barriga, os chutes, as dores nas costas e os pés do Isaac na costela kkkk.
Um último aviso antes de começar de vez meu post, Mães de primeira viagem, ME PERDOEM?

Dai que você ve ali, diante de você um palito com dois risquinhos e não tem a menor idéia do que vem pela frente, não, pera, você na mesma hora se visualiza sentada numa poltrona de amamentar, com uma camisola linda, um chinelinho combinandinho, um bebe adormecido em seus braços, uma música suave na babá eletronica e um discreto sorriso nos labios, acertei?
Pois bem, eu me visualizei assim e cai do cavalo.
Depois de uma semana que peguei meu positivo comecei a vomitar horrores, eu mal abria os olhos e já estava com a cabeça enfiada num balde, chupava limão, comia bolacha de água e sal, chupava gelo, chorava, ia no PS tomar soro, implorava por um atestado médico e assim foi por 3 meses, seguidos, consecutivos, sem nenhuma folga.
Depois a barriga começou a crescer, não achava posição para dormir, sentia um calor infernal, comia de 5 em 5 minutos, sorria a cada comentario de que eram dois bebes na barriga e por ai vai.
EU fiz um ultrassom por mês na minha primeira gestação, ia no PS a cada achismo de que Isadora não estava mexendo, peguei atestados infinitos, e achava que eu era a única gestante que me sentia tão mal.
Pois bem, Pipoca nasceu, de cesarea, fiquei 3 dias na maternidade, fui pra casa, não fiz muito repouso, acordei de 3 em 3 horas pra amamentar, usava a roupa que era mais confortavel pra dormir, andava de meias pela casa, mal penteava os cabelos, mas estava feliz, muito feliz!!!!
E então 2 anos depois, lá vem o palitinho me mostrar que eu estava grávida novamente, e algumas semanas depois, lá vem os enjoos, o sono, o cansaço, a barriga grande, a insonia, passei alguns sustos como contei aqui, mas nenhuma ida ao PS, nenhum desespero porque o nenen mexia muito ou pouco.
Fiz os 3 principais ultrassom, não paguei para fazer o 3D, não montei o quarto com 20 semanas de gestação, não me enfiei em nenhuma feira da gestante e do bebe, enfim muito mais tranquilo!
Nessa terceira gestação devo pular as 15 primeiras semanas, que foram de negação, depois disso, uma gestação normal.
Exames normais, ultrassom só os que o médico pediu, sem estress de nao sentir o bebe mexer antes de 20 semanas, aliás, já estou de 30 semanas e não comprei berço, nem comoda, as roupas ainda estao com etiqueta na mala esperando serem lavadas, o chá de bebe será daqui 20 dias e nem os convites eu entreguei ainda rs.
Nenhuma ida ao PS, nenhuma neurose, nenhuma vontade louca, continuo carregando as meninas no colo, dando banho, cuidando da casa, alias, estou cuidadando da casa, da roupa, da comida e das duas meninas sozinha, um viva bem grande pra mim!!!!!!!!!
Que me desculpem as mães de primeira viagem, mas ser mãe de terceira viagem é muito mais gostoso muahhhhh....


Em mim não funciona o "politicamente correto"

Eu sou assim, tenho minhas convicções, meus ideais, minhas opiniões e não me tira o sono perceber que muitas vezes o que eu sou e penso não se encaixa naquilo que chama de politicamente correto.
Nos últimos meses tenho sofrido um bocado por conta disso, estava até então engolindo um sapo gigante, apenas para que não me julgassem por pensar diferente da maioria, mas na verdade eu percebi que muita gente pensa como eu, mas não tem coragem de ir contra a maré, tem medo de ser julgado, e com isso acaba sendo e dizendo o que ou outros querem ouvir.
Pois bem, depois dessa introdução, me sinto hoje a vontade em abrir meu coração, sem medo, e quem sabe, para ajudar outras mulheres a sairem do "todo mundo tem que pensar assim".
Quando Isadora completou 1 ano e meio a gente quis ter outro bebe, assim veio a Valentina, de surpresa porque eu nunca fiquei marcando datas, medindo temperatura ou esperando todos os meses o positivo.
Ela veio quando quis, não foi uma gestação fácil do ponto de vista fisico, mas eu queria ter outro bebe, suportei as dores da gravidez, cuidei da Isa até o final em casa, enfim.
A gente queria outro bebe, mas planejavámos para daqui uns 5 anos, a gente não queria agora, queria esperar meu corpo descansar, queria deixar os sentimentos tomarem seus lugares, queria esperar a Isadora estar mais independente, queria esperar a Valentina precisar menos de mim, queria esperar.
Porque?
Porque sim!
Eu não me sinto preparada em nenhum ponto para ser mãe novamente, eu sinto que meu corpo esta cansado, e não falo de cansaço por não dormir, falo da parte da saúde mesmo, meu útero, minhas pernas, minhas costas.
Eu não me sinto preparada para ser mãe emocionalmente.
EU sou o tipo de mãe que se dá mil por cento, que cuida da roupa, da comida, da educação, que se preocupa, que não dorme se tem febre, e isso desgasta, sobrecarrega, e eu estou nessa vida a 3 anos consecutivos.
Dois meses antes de engravidar, eu estava planejando voltar ao mercado de trabalho, tirar minha habilitação, voltar a faculdade, eu preciso voltar a ser eu, a ser a Fernanda, a fazer minhas coisas, a ter um tempo pra mim, a fazer as refeições na hora, a tomar banho demorado, a fazer as unhas toda semana, eu preciso me desconectar desse mundo um pouco!
Mas dai veio a noticia da gravidez, que não foi planejada, que eu não queria, que eu não me sentia preparada e foi então eu eu desabei, sim, no sentido literal!
Eu não quero outro filho agora!!!!
Precisei de um tempo pra pensar, pra organizar as idéias, pra aceitar, pra entender...
Dai você pode pensar: Ué se não queria porque não se previniu?
De certa forma, você que pensou assim tem razão, apesar de eu ter tomado a pilula do dia seguinte.
Comecei a me culpar por não ter me previnido, comecei a me culpar por fazer a Isadora passar novamente por isso, em apenas 3 anos ela passou de filha única a irmã de dois, e isso dói nela, eu sei.
Me culpar porque a Valentina tão pequena vai ter que me dividir, vai ter que aprender a conviver com outro bebe, ainda sendo um bebe.
Fora tudo isso, comecei a receber alguns comentários um tanto quanto ácidos, do tipo: Já? Nossa vcs não perdem tempo!
E eu apenas sorria e acenava, porque né, se eu dissesse que eu não queria, que estava sofrendo, estaria sendo politicamente incorreta, e receberia mais reprovação do que já estava recebedo por estar gravida novamente em tão pouco tempo.
Ok! esse é um ponto.
Comecei a pensar na gravidez, no bebe, tentando me conectar a isso para tentar esquecer todo o resto, eu me então comecei a pensar que seria legal ter outra menina, eu sempre quis ter tres meninas, amo ser mãe de menina e aprendi a ser mãe com menina, dai melhorou um pouco, eu ficava pensando quando elas estivessem todas grandes, iamos juntas ao shopping, seriamos amigas.
Foi então que o ultrassom me deu um banho de água gelada me dizendo que eu teria um menino, como assim?
Um menino?
Eu não queria ser mãe, muito menos mãe de menino, já que é pra eu ter outro bebe agora, que fosse outra menina!
E foi então que o bicho pegou e a aceitação que estava começando a acontecer, desabou, eu não quero, não quero, não quero!!!!!!!!
E novamente o comportamento politicamente correto teria que acontecer, e quando as pessoas diziam: Que legal! até que enfim um menino! eu sorria, mas com vontad de dar uma voadora na pessoa, juro!
Porque que raios eu TENHO que ter um menino?
E eu então calada sofria, me fez tão mal que eu tive um surto, sim um surto!
De cansaço, de raiva, de decepção, de tantos sapos engolidos e tive uma crise de choro, de dias seguidos, tive desmaios, minha alma estava em pedaços, eu agora teria também que lidar com o fato de que teria um menino, e isso pra mim estava sendo demais.
Pausa
Querida leitora, eu posso ver daqui sua cara de espanto e de reprovação por isso que escrevi!!!!
Despausa
Foi quando comecei a ser sincera comigo mesma, e com as pessoas, e eu dizia a cada comentário que eu não queria um menino, que eu não sei ser mãe de menino, e toda a lenga lenga...
Foi mais dificil ainda, pois além da reprovação por eu ter engravidado tão cedo eu esou lidando com a reprovação das pessoas porque eu simplesmente queria outra menina.
O que eu já ouvi de "conselhos"não esta escrito, coisas do tipo:
- Não fala isso menina, Deus pode te castigar!
- O importante é vir com saúde!
- Mas toda mulher precisa passar pelas duas experiências!
-Seu filho vai sentir que esta sendo rejeitado!
E por ai vai....
A cada uma eu respondo:
-Não, Deus não vai me castigar simplesmente porque eu tenho uma preferencia, se assim fosse, ele iria castigar o pecador por ter escolhido o caminho errado!
-Será meu filho, com saúde ou não, e claro que no que depender de mim, ele virá com saúde.
- QUem disse que toda mulher precisa ter meninos e meninas?
- Nunca que meu filho foi rejeitado, eu apenas queria outra menina, mas ele continuou sendo amado mesmo depois de eu ter descoberto que não era menina.
Sendo assim, é assim que estou!
Vivendo um dia de cada vez, orando, sentindo todas as dificuldades de se ter duas crianças e uma barriga pra cuidar, e aceitando!
Se você é meu amigo pessoal, por favor, não venha me julgar ok?
Se você de alguma forma me reprova, sinceramente, guarde pra você!
Eu sou assim, sincera comigo mesma, eu só sei viver bem dessa forma.
Tenho certeza que quando eu ver o Isaac, quando sentir o cheirinho, ouvir o primeiro chorinho, meu coração vai transbordar de amor e cuidado, mas, até lá, eu só quero viver em paz, ter o direito de me sentir do jeito que eu quiser!
Ah! esqueci, já me deram o conselho de que os meninos são mais carinhosos, mais apegados a mãe e toda essa história de blábláblá whiskas sachê.....
E antes de terminar esse desabafo preciso agradecer a minha amiga querida  Dina Ulbrich, pois mesmo sem saber de tudo isso que eu estava passando calada, me mandou um link que me fez ter coragem de expor meus medos e frustrações e me sentir mais leve, obrigada amiga, vc me ajudou muito!!!!
E se você esta passando por isso também, sugiro que leia essa matéria da Pais e Filhos MeninoXMenina.
Um beijo no coração e que venham os comentários anônimos me dar pauladas muahhh


Carta para Valentina

Descobri que você crescia aqui na barriga da mamãe logo cedo, bem no comecinho.

E como te amei, naquelas duas listrinhas rosa, eu vi um amor enorme!
Tivemos um inicio bem complicado, logo nas 4 primeiras semanas mamãe teve uma virose das brabas, e com 9 semanas o pior susto da mminha vida, encarar uma UTI, muitos medicamentos, sabendo que você estava ali sentindo tudo.
Me lembro que no segundo dia de hospital, eu só pedia um ultrassom, pra te ver, pra saber se estava tudo bem, e te prometi que iamos sair dali juntinhas.
E saimos, e minha meta dali pra frente era ficar saudavel, pra você chegar forte e linda.
Cada ultrassom, eu torcia pra estar tudo bem, queria sentir seus chutes, e assim que soube que você era minha Valentina, chorei, de emoção, te queria muito, queria muito uma irmãzinha pra ser amiga e companheira da Isadora.
Chegamos as 38 semanas, e eu confesso, que foi um momento muito tenso, de muito medo, de saber que apesar de tudo o que passamos, você estava saudavel.
E no dia 07/11 ás 6:26 da manhã chegou minha amorinha, meu cheirinho de vida, linda, gordinha, com saúde e meu coração então se acalmou, te receber foi lindo, sentir você foi lindo e o meu amor por você aumentou naquele dia.
Uma criaça calma, boazinha, sorridente, mamava super bem, dormia super bem, não é de chorar, só reclama na hora da fome, carinhosa, preguiçosa, é a neguinha do coração do mamãe!
Nem acredito que chegamos aqui, um ano, 365 dias, cada dia, cada noite, cada hora valeu a pena!
Você encheu nossa casa de mais amor e mais alegrias, me emociono muito quando vejo você e a Isadora sentadinhas brincando de casinha, com seu sorriso amolece nosso coração, e por enquanto é a nossa caçulinha.
Minha filha querida, mamãe estara sempre aqui, do seu lado, conte comigo!

Te amo ao infinito e além!





De outro mundo

É assim que me sinto com frequencia, nas conversas com outras mães, nos forúns e comunidades, pelos comentarios que recebo aqui no blog…
Eu não passei minha infância brincando de boneca, não passei minha juventude pensando que queria ser mãe, não me lembro se falamos de filho quando estavamos noivos e tampouco passei os meus primeiros cinco anos de casada pensando em filhos.
Eu engravidei assim, de surpresa, na comemoração de 5 anos de casamento.
Depois que fiz xixi no palito, apareceram as duas listras e caiu a ficha, não sai enlouquecida atras de revistas, livros, sites sobre maternidade, gestação, educação, nada disso!
Eu simplesmente vomitei as 14 primeiras semanas, depois fui acompanhando a barriga crescer, curtindo os chutes, fazia sim um ultrassom por mês, mas era por cuidado, pra saber se estava tudo bem e porque eu sentia saudades de ver minha Pipoca.
No final da gestação comprei revistas de decoração de quartos, um monte, mas não me foram muito úteis rs.
Eu fui visitar 3 maternidades, mas acabei escolhendo ter minha pequena em uma outra, que não fui visitar, mas que meu Obstetra indicou e eu confiei nele.
Assim que o médico levantou a Isadora pra eu conhecer, a primeira coisa que eu disse foi: quanto cabelo! e a segunda : É a cara do meu sogro!
Isadora nasceu a cara do meu marido e isso me enchia de orgulho, eu adoro quando dizem que ela parece o pai, afinal, o Pai dela é o homem que eu amo, que eu escolhi para viver e que escolhi para ser o pai das minhas filhas, natural então que se pareça com ele!
Viemos para casa e foi tudo tão natural, tão simples, parecia que eu tinha sido mãe desde que nasci, a amamentação foi tranquila, e eu não passei a gestação pesquisando sobre como, quando, onde, com frequencia amamentar.
Ela chorava, eu colocava no peito, ela mamava, se saciava, arrotava e dormia, se não arrotava tudo bem.
Eu nunca fiquei analisando os cocos, as cores, os cheiros, as frequencias, eu queria mais era limpar aquele fedozinho e jogar a fralda fora.
Com 4 meses iniciei com leite artificial, o pediatra me deu 3 opções, eu fui na farmacia, olhei as latas e comprei o NAN, porque minha sobrinha tomou, porque vi muitas amigas dando, e comprei!
Eu não li a formula, não pesquisei a diferença dele para os outros, não perguntei em nenhum forúm, comprei, dei, ela mamou e pronto!
EU amei receber visitas no hospital, forma umas 30 mais ou menos nos 3 dias que fiquei na maternidade, deixei quem quisesse pegar a Isa no colo, tiramos fotos, brindamos a vida e nos alegramos!
EU recebi muita visita em casa também, apenas pedia que viessem de dia, mas eu ame a casa cheia.
Quando Isadora tinha uns 8 meses, deixei ela na minha sogra pra sair com marido, quando voltamos minha sogra disse: Ela adora pizza né? comeu um monte!
Eu nunca tinha dado pizza, mas pensa que eu fiquei brava?
Claro que não!
Nunca liguei se fui eu ou outra pessoa que apresentou algum alimento novo pra ela, juro!
Não sofri com o final da amamentação, não chorei, não precisei de terapia, natural, um dia ia acabar mesmo.
Eu sou zen, sou tranquilona, procuro levar a vida de uma maneira natural, sem paranoia materna, sem sofrimento.
Ultimamente tenho visto tantas mães desesperadas porque o bebe fez coco amarelo, chegando ao ponto de colocar a foto na comunidade, mães que vão desabafar porque não aguentam quando as pessoas da familia pedem para segurar o bebe, mães que sofrem porque o bebe só para de chorar de no colo do Pai, mães que estão atras de fórmulas com omega 3, e o escambau.
Vejo mães que a cada peido correm para o google, e claro, só encontram besteiras.
Tenho lido deabafos de mulheres que não conseguem deixar o bebe por 3 horinhas na mãe, na sogra, na amiga, pra sair com o marido, jantar fora.
Simplesmente porque não se permitem mais serem mulheres, se condicionaram ao papel de mãe de uma forma, que se perderam dentro delas mesmas, que esta vendo o casamento afundar, mas não ligam, afinal o mais importante esta ali, o bebe delas.
Vejo mães que 40 dias após o parto, dizem estarem exaustas porque o bebe só quer colo, ou porque o bebe não larga o peito, talvez essas mulheres fantasiaram uma maternidade colorida, onde os bebes não choram, mamam, arrotam, cagam, dormem e esse ciclo sem fim é normal, esqueceram de ler nas entrelinhas das revistas.
Eu luto por uma maternidade mais leve, onde a mãe entende seu papel, aceita sua condição temporária, assim que dá foge com o marido para um tempinho a sós.
Vamos tentar ser como as mães de antigamente, que contavam apenas com seu feeling, e sempre acertavam!
Nem sempre as respostas estão nos forúns, nas comunidades, no google, estão aqui, dentro da gente, mas que na afobação, no desespero, a gente não consegue ouvir!


A mãe que eu sou

Sou a mãe que compartilhou a cama, que sempre deu muito colo, que beijava, cheirava, amassava as cria.
Sou aquela mãe que sabe que bebes choram, que acordam a noite, que fazem mãnhas, que ficam enjoadinhos no dia de vacina…
Eu nunca tive coragem de deixar chorar sozinho num quarto pra aprender a dormir, pelo contrário, fizemos cama compartilhada com a Isa até ela completar dois anos, depois disso ea ganhou a cama da moranguinho que tanto queria.
Eu dei mamadeira, introduzi alimentos antes dos 6 meses, sai pra passear quando elas tinham uma semana, nunca deixei de fazer nada por conta delas.
Isadora dormiu fora, sem mim, quando tinha apenas 7 meses, e desde então, dorme fora se eu preciso ou se eu peço para os avós ou tios, e não, não sofro por isso.
Aqui os alimentos são normais, nada de orgânicos, são frutas e legumes que compramos na feira e que nós comemos.
Nem sempre os sucos são naturais, muito menos integral, uso os de caixinha mesmo, e sempre nos mesmos sabores, uva ou laranja, pois é o que ela gosta.
Toda sexta feira é dia de miojo, sim, matamos uma fada por semana!
Isadora ganhou seu primeiro chocolate com 11 meses, um pirulito de pascoa, comeu, gostou, mas hoje em dia só come mesmo o chocolate do Kinder Ovo.
Aqui a gente come pipoca, gelatina, bolinho de chuva, bolo, biscoito maisena, brigadeiro e pirulito.
E sabe?
A gente é feliz e saudável, muito diga-se de passagem.
Isadora ama cenoura crua, ama brocolis e couve flor, come vagem, come beterraba, come arroz e se deixar quer levar pepino de lanche da escola, e isso tudo nunca foi imposição!
Faço, coloco na mesa, incentivo, mas se nõa quer não come, simples assim.
Valentina é a que come melhor nessa casa, até hoje, nunca fez cara feia para nada, ate jiló já comeu.
No inicio fazia a papinha dela separado, mas sempre com tempero, alho, cebola, sal e azeite, nunca vi a nega deixar comida no prato.
Hoje com 11 meses ela come a comida da casa, apenas uma vez por semana faço a sopinha da vovó, que é sopinha de macarrão com tudo dentro, todos os legumes e verduras que eu tiver.
Mas se eu não to com saco pra cozinhar, ou se estou fora de casa, vamos de papinha pronta, sim as da nestlé, ela come igual e ficamos todos de pancinha cheia.
Ela não curte muito suco, então as frutas são oferecidas inteiras, sim inteiras…
Ela come uma banana, a maçã eu tiro apenas a casca, a laranja eu tiro a semente, a melancia também, mas ela come tudo, se lambuza e fica feliz.
Mas ela também come gelatina, danoninho, bisnaguinha, bolacha e biscoito polvilho.
Minhas meninas assitem tv, gostam e eu mais ainda hehe, minhas filhas ganham presente no dia das crianças, no natal, no aniversário e no caso da Isa, ela escolhe.
Minhas filhas vão no colo das pessoas, minhas filhas se parecem com o pai, minhas filhas saem com a gente e também ficam com os avós para sairmos só marido e eu.
Isadora tem as unhas pintadinhas, brinca de boneca e eu não incentivo a brincar com coisas de menino, Valentina usa andador, usa chupeta, tomou mamadeira com uma semana e tem saúde de touro!
A mãe que eu sou?
Sou a melhor que posso ser!
Amo, cuidou, me dou, me larguei por elas e não me arrependenro de nada, nadinha mesmo!
O mais importante é o que eu vejo, duas lindas crianças, saudaveis, carinhosas, felizes, educadas, peraltas, faladeiras, bochechas rosadas, um nariz entupido aqui e ali, eu vejo CRIANÇAS!
Que podem comer coisas de crianças, que podem ver desenhos, que podem ter brinquedos para chamar de seus e para lembrar quando forem adultos.
Eu sou a mãe que sempre pensei em ser e que lá no futuro espera apenas ver essas meninas se tornarem mães, e se elas escolherem ser como eu, to feliz!
Para terminar esse post, uma foto das férias, minha mãe com todas as netas, sentada na grama e comendo danoninho…
Se isso não for lembrança de infancia, não for doce, então não sei mais o que pode ser..