Maternidade x Profissão

Tá eu sei que demorei quase 2 meses pra atualizar aqui, e que prometi voltar logo.
Bem Desde o último post tanta coisa aconteceu, algumas coisas esperadas e outras nem tanto.
Isadora esta com 2 dentinhos enormes, quase engatinhando, falando vovó, papai, dada e aiaiaiaiai, rs.
Esta super socialvel, risonha e continua muito carinhosa.
Mas vamos ao que interessa né?
Quero deixar bem, bem claro que o que vou escrever é a MINHA opinião, o que eu realmente acredito.
Pra explicar bem explicadinho (rs)....
Quando comecei a trabalhar nesse meu atual empredo, descobri que tinha encontrado a empresa certa e a função certa, estava amando meu trabalho, como nunca antes.
Mas dai que 2 dias antes de assinar meu contrato de término de experiência, me descobri grávida!
Não foi uma gravidez planejada, mas muito esperada, afinal eu já tinha 5 anos de casada, fora os 5 anos que namorei antes de casar.
Assim que descobri minha gravidez, minha maior preocupação era o que meu chefe iria pensar, afinal faziam só 3 meses que eu estava lá, mas ele super entendeu e aceitou numa boa.
Passado esse primeiro susto, comecei então a pensar no depois né, se iria voltar a trabalhar ou não.
Eu sempre defendi a idéia de que filhos devem ser criados e educados por seus pais, e não por terceiros, e defendi isso a minha gestação inteira, na minha cabeça não queria voltar a trabalhar.
Eu sempre trabalhei, fui indepente financeiramente, amo pessoas, conversar, enfim, mas o fato de agora ter alguêm "a mais"na minha vida, deixou tudo isso secundário.
Tive a licença de 6 meses, mais um mês de férias, o que somou 7 meses inteiros junto da Isadora, posso dizer que aprendi e desaprendi nesse periodo, sorri, chorei, entrei em desespero, pensei em fugir de cara rs...
Depois de 5 meses, eu queria voltar a trabalhar, ver gente, sair para almoçar, me arrumar, enfim queria voltar!
Mas também assim que descobrimos que teriamos uma filha, trocamos nosso apartamento em Osasco, por uma casa em Cotia, como estava decidido que eu não voltaria ao trabalho nessa época, não pensamos na distância, no meio de transporte e nem se tinha berçário próximo, resultado?
A distancia para o meu trabalho é enorme, eu precisaria andar muito e pegar 2 onibus e não existe berçário próximo, um caos.....
Juntou- se a isso acontecimentos pessoais na empresa, que me deixaram extremamente desgostosa.
Enfim optamos por eu voltar a trabalhar pra sentir qual era, a "vibe", antes de tomar qualquer decisão.
A Isadora ficaria com minha vizinha, a quem eu pagaria para cuidar dela e assim fois!
Meu incio foi no dia 03/01, foi dificil sair de casa, chorei muito, tive febre, me arrependi, me revoltei, e no final do dia eu só queria minha casa e minha filha!
Posso dizer apenas que depois de 2 dias sem fazer nada, me colocaram para fazer arquivo, simples e desrespeitosamente assim.
Então que depois de 1 semana, apesar de estar me sentindo bem e viva novamente, ficou mais latente em mim a vontade de realmente sair do trabalho e cuidar da minha pequena.
Agradeço muito a Deus, por fazer parte de um pequeno (infelizmente) grupo de mulheres, que podem abrir mão do trabalho para cuidar somente dos filhos.
Da mesma forma que fiz ao comunicar meu gerente da minha gestação, comuniquei sobre a minha vontade de sair, ele então me mandou embora, assim posso receber todos os meus direitos, mas deveria trabalhar 1 mês para isso.
Isadora ficou 15 dias com minha vizinha, mas achamos melhor pedir pra minha mãe vir cuidar dela e assim foi até hoje!
Ainda trabalho essa semana e depois, serei somente a mamãe da Isadora!
Se nasci para ser mãe e dona de casa?
NÃO!
Mas hoje entendo que o melhor para minha filha é eu estar com ela, educa-la, enfim a minha presença!
Não foi fácil tomar essa decisão, mas acredito ser uma coisa temporária, e também vou continuar trabalhando em casa com scrapbook, convites, lembrancinhas e afins.
Estou feliz e com o coração em paz, vejo que tudo caminhou para essa decisão, e agradeço a Deus por ter nos guiado nessa decisão.
Admiro muito mulheres que conseguem conciliar casa e trabalho, que apesar da dor do distanciamento são super profissionais e competentes.
Vai ser mais fácil agora?
Claro que não!!!!
Terei que me readptar a essa nova rotina, alias eu preciso mesmo é criar uma rotina, para que eu consiga cuidar da Isadora e ter tempo para mim.
Eu tomei essa decisão muito consciente, a ponto de não jogar nas costas da minha filha mais pra frente a responsabilidade de ter deixado minha vida profissional de lado para cuidar dela, acho isso importante!
O que eu ganhei com essa decisão?


É isso meninas, agora que a poeira baixou volto pra atualizar mais vezes.
Bjos

7 comentários:

  1. Lica disse...:

    Oi flor! Sua pequena está linda demais! Parabéns!
    Apoio sua decisão, faría o mesmo se estivesse em seu ligar! PS: Sou de Osasco tmb!
    Bjoss!

  1. Valqs disse...:

    oi linda tudo bem?? seu blog tá lindo e a princesinha mais ainda..realmente essa é uma decisão muito dificil, mas com certeza ficar com o filho em tempo integral é super gratificante, vc vai ver que nada substitui a primeira vez que ela der os primeiros passos.. ai.. é fantastico..e as novidades que irão vir só fazem ter mais vontade de ficar com eles o tempo todo.. eu infelizmente não posso fazer isso, mas minha sorte é que trabalho em uma creche e o Bruno fica lá comigo.. então acompanho tudo e adoro.. ele é super adaptado e sente até falta quando não vamos.. ai.. é uma beleza.. aproveita essa fase.. bjim

  1. Oi amiga, ah como eu queria poder ficar em casa cuidando do meu pequeno mas ainda preciso trabalhar. Acho que você tomou a decisão certa amiga, não adianta nada sair de casa pra ganhar dinheiro e deixar sua filha com outras pessoas e ser infeliz. Estu feliz com a minha situação pois trabalho onde amo e encontrei um bom berçario pro meu bebê mas é mesmo como vc falou amiga, você tem que fazer o que é melhor pra vcs. Amo vocês!

  1. Yara Voi disse...:

    Amiga, entendo você... e como entendo. Estou nessa vida de mãe em período integral há 4 anos, e não trocaria essa vida por nada. Claro que não nascemos para ser "só" mãe e dona de casa, mas não precisamos ser só isso sempre. Com o tempo a gente aprende a se organizar e arrumar tempo pra tudo, cuidar dos filhos, da casa, e ainda namorar e cuidar da gente, passear com as amigas.
    Por inúmeras vezes, uma enchurrada de dúvidas vão tirar o seu sono, mesmo depois de vários anos ainda tenho essas dúvidas, se fiz a escolha certa, como seria se eu tivesse feito escolhas diferentes, mas basta saber que EU estive presente nos momentos mais importantes da vida da minha filha, de saber que ela está tendo a educação e a criação que EU quero dar (mesmo com todos os defeitos e falhas que eu sei que tenho), sinto do fundo do coração que valeu a pena... e não me arrependo nem por um momento.
    Amo vocês... se precisar de algo, grita!
    Beijos

  1. Oi Fernada.. já estava morrendo de saudades das suas postagens... de ver o sorriso maravilhoso da Isadora.... vi que vc deu uma passadinha lá no meu blog e viu o Joaquinzinho... é um gostosinho mesmo!!! Sobre essa questão do trabalho na maternidade, sempre defendi q é realmente a mãe que tem que cuidar do próprio filho, mas eis que quando o Joaquim nasceu, acabei metendo os pés pelas mãos e voltei a trabalhar quando ele estava com apenas 15 dias... resultado?? Tive uma série de problemas com a cliente, o bebê sentiu muito a minha falta, e por conta desa cliente, acabei perdendo outros três... Hoje... a minha atual ocupação é cuidar dele... ainda trabalho, mas com menos intensidade... Minha sugestão é sempre procurar algo que se encaixe na sua rotina e na da Isadora... espero que durante a visita de vcs aqui na Ilha, a gente possa combinar alguma coisa...
    Um grande beijo

  1. Ivani disse...:

    Fe, lindo o que fez, também, fiz esta escolha para poder cuidar do Raphael. E fiquei com ele até os 10 anos, quando o Gerson perdeu o emprego e voltei a ativa. Até hoje sinto falta dos outros 12 anos que deixei de acompanhar. Na época resolvei deixar para depois os almoços, jantares fora de casa. Precisava fazer uma opção e acredito para mim foi a melhor, pois a própria biblia diz que a própria mãe deve cuidar de seus filhos.
    Temos tempo para tudo na vida, os filhos crescem, amadurecem e seremos sempre jovens para voltarmos as nossas atividades.
    Um beijo grande em seu coração e seja muito feliz, porém não se esqueça de que você é humana e que de vez em quando temos recaídas e sentimos falta do trabalho, depois recebemos um sorriso ou um abraço gostoso de nosso filhote e seguimos em frente no papel de mãe.O que importa na vida é sermos felizes, felizes, felizes e aceitarmos a vida do jeito que ela é.
    Tchau
    Ivani

  1. Ana disse...:

    Parabéns pela decisão!
    Tenho uma filha que está com 1 ano e 8 meses. Tenho que trabalhar, infelizmente. Não tenho condições de sair do trabalho, pois meu marido ainda não tem como nos sustentar. Estou sofrendo muito, porque o que mais quero é cuidar da minha filha, do meu marido, da minha casa, de mim... Percebo que estou muito angustiada, e isso reflete até mesmo no meu relacionamento em casa e com as pessoas no trabalho. Antes de ser mãe, fiquei um tempo desempregada e foi um período difícil... Eu me sentia inútil... Depois da minha filha, percebi que não estou feliz trabalhando, não estou realizada... Sinto vontade de chorar o tempo todo... Sofro, sofro muito. Sei que posso ser criticada por esse desejo, mas isso não tem a menor importância pra mim. Acho que as mulheres que tomam essa decisão são verdadeiras valentes... Por enfrentarem todos os olhares críticos...
    Eu só queria desabafar um pouco, porque não posso falar isso para quem não vai entender.
    Tenho esperança de que meu marido consiga um bom emprego e possa sustentar nossa família, e assim, eu tenha condições de deixar o emprego. Na verdade, não estou mais aguentando...
    Abraços

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